Wednesday, November 11, 2009

Passava pouco mais de cinco minutos das nove da noite, quando as luzes voltam a apagar-se. Uma parede no palco começa a ser destruída à picareta por dois homens, poucos segundos depois vêm-se a saber que eram os dois guitarristas da banda, enquanto outro pedaço foi cortado com um soldador por Till Lindemann.


A parede desaparece e foi logo possível reparar no fantástico e ao mesmo tempo arrepiante cenário que pouco tempo depois os seis membros dos Rammstein ocupam. Todos vestidos a rigor, com principal destaque para Richard Kruspe com uma fatiota e cabelo à Adolf Hitler (só faltou mesmo o bigode), dão início à cerimónia com a música introdutória do novo álbum “Rammlied” e a acção não vai parar até ao final do concerto. Entre pirotecnia de fazer água na boca, grandes riffs e vocais poderosos, os Rammstein vão apresentando os seus temas mais recentes, provocando a primeira erecção da noite com o tema “Frühling In Paris”, onde os milhares de pessoas que preenchiam o recinto na sua totalidade enchiam o peito de ar para entoar o fantástico refrão da música “Oh non, rien de rien /Oh non, je ne regrette rien”.


Os lança-chamas não paravam de fazer aquilo que faziam melhor e o concerto continuava a um ritmo e uma espectacularidade impressionantes. Quero destacar Flak (teclista) que passou todo o concerto a tocar num tapete rolante excepto quando veio dançar para a frente do palco, quando deslizou pela multidão num barco insuflável durante o tema “Seeman” e quando foi “assassinado”por Till fazendo uma representação perfeita do tema “Ich Tu Dir Weh”, um dos melhores momentos da noite.


Pelo meio de petardos e muito, muito fogo dispararam “Benzin” , “Links 2,3,4” e pois claro está “Du Hast” (muito provavelmente o maior sucesso da noite) chegando a “Pussy”. Com um monte de dildos de vários tamanhos em volta do microfone de Till, desde o inicio “Too Big, too small” até “I can’t get laid in Germany” a canção foi cantada com toda a vontade até que um pénis gigante chega ao palco vindo-se em espuma para aqueles que estavam mais chegados à frente, eu inclusive, para delírio geral, terminando com milhões de confetis a serem lançados formando a bandeira alemã no ar. Cansadinhos, os Rammstein decidem fazer uma pequena, voltando logo de seguida com “Sonne”, “Haifisch” e “Ich Will” que mais uma vez estoirou literalmente todo o Atlântico. Mais uma pausa, e o último encore composto então pelo já falado “Seeman” e “Engel” para terminar em beleza.



Do meu desejo inicial, só faltou mesmo “Amerika” e “Ti Quiero Puta”, apesar de ter vindo na mesma de barriga bem cheia, com os ouvidos cheios de ruído e totalmente roto!
Sai da igreja de boca boquiaberto, como se tivesse acabado de sair de uma frenética produção do Quentin Tarantino, tirando a diferença de que não sai de produção nenhuma, apenas saí do meu casamento com Rammstein, que às onze horas da noite foi oficial…


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