Saturday, August 21, 2010

#4 Marrocos - Day 3

Como tinha referido no post anterior, hoje era dia de acordar às 5h da manhã para ver o nascer do sol. Isto é, acordar para quem dormiu... Eu... pois com o calor que se fazia sentir dentro da tenda era impossível para ela dormir. Ainda acordei a meio da noite para beber um pouco de água, e abrir a "porta" da tenda, neste caso, um tapete. Verificámos que o tempo estava nublado, pelo menos no lado onde nascia o sol. De qualquer maneira, fomos para o topo da duna, estendemos o cobertor e ali ficámos a dormir até às 8h30 da manhã, sem frio, sem vento, agradável, mas com a areia um pouco dura. Tive um bocado de receio, pois via-se os rastos e pegadas de bichos que ali andavam durante a noite. Não queria sentir qq coisa a passear pelas minhas costas...


Entretanto, tanto o Ismail como os dois homens acordaram, eles que dormiram ao relento, independentemente do vento que se fez sentir naquela noite e foram preparar o pequeno almoço: Leite, chá, café, sumo de laranja, pão, doce de morango, Vaca que ri, etc.


Passámos pela vila de Rissani, e pela vila de Erfoud. Aqui tentámos fazer negócio com os comerciantes, mas não têm o mesmo espírito que em Marrakesh. Escolhíamos o que queríamos, não adiantava perguntar quanto era, e no fim faziam o preço de tudo junto. Acabámos por não comprar nada, mas vimos lá uma mesa pela qual pediam 12000€...


Outra vez no deserto plano, começámos a ver montes, parecidos com aqueles que as formigas fazem na areia, mas com 3 metros de altura. Explicaram-nos que são poços de água usados pelas tribos antigas, cada um destes poços era de uma família. Alguns com 15m de altura e com ligação subterrânea entre eles.



De volta à estrada passámos por Tinejdad, e por Tinghir, onde fizemos o desvio para ir para o Vale do Torda.


Estrada de montanha, sempre com vista para o vale, com o respectivo palmeiral.


Chegámos ao Vale do Todra. Estes vales já fazem parte das montanhas do Atlas. O rio que aqui passa esculpiu enormes precipícios em ambos os lados, com cerca de 40km de comprimento. Os últimos 500m do desfiladeiro, fizemos a pé, porque o Sr. Ismail fez questão disso. Quanto mais andávamos mais o vale estreitava, tendo em certas zonas 15m de largura, e paredes com 200m de altura (ou mais ou menos, sei que era alto). O rio neste momento estava vazio, por isso as pessoas aproveitavam para se refrescar nesta água "quentinha" . Tão quentinha que os locais o utilizavam como frigorífico para os refrigerantes das suas lojas... A paisagem é tão de enorme como de magnifica...


Por aqui almoçámos, e comemos frango no tagine.


Tivemos que fazer o caminho inverso até Tinejdad, para apanhar a estrada de volta ao albergue de montanha onde íamos dormir. Por este lados, numa zona plana, mas sempre a 1600m de altitude, já estávamos perto de Marrakech.


Na nossa viagem continuamos a atravessar aldeias e vilas


Esta montanhas são conhecidos entre os locais como "Dedos de macaco". São umas estranhas formações nas pedras.


A chuva fazia-se adivinhar. Chegados ao hotel, fomos descansar um pouco e depois jantamos. Pela primeira vez pela comi CUS-CUS... Come-se...


Estávamos perto do Vale do Draa, o local onde iríamos no dia seguinte, antes de seguir para Marrakesh.

Este é o mapa da viagem realizada por nós neste dia. Ampliar para ver o trajecto.


2 comments:

VITOR said...

"Não queria sentir qq coisa a passear pelas minhas costas..."

Só se fosse o ISMAIL...ahahahahah

cadu1981 said...

eu um dia passo-te uma coisa que cá sei pelo lombo...